DESINTERAÇÃO

DESINTERAÇÃO?!

Um blog como experiência de um Trabalho de Diplomação, hãn? Um blog? Uma experiência? Um trabalho de diplomação? Oi?
Ah, você não está entendendo nada, é? Dê aquela zapeada por aqui e tenha suas dúvidas esclarecidas! Ou não…

A diversidade dos anos 70

Seguindo nosso contexto histórico para compreender o pós-modernismo, e principalmente como isso se enquadra no design pós-moderno, chegamos à década de 1970. Como já foi antecipado aqui, o final dos inquietos anos 60 estava tomando outros rumos. Todo ativismo social, característico dos anos de 1960 começou a dar lugar a pensamentos mais autocentrados e pessoais durante os anos 1970. Essa nova fase foi classificada pela mídia como “Me Generation”.

Se os anos 60 foram definidos pela palavra inconformismo, os anos 70 a palavra seria, sem sobra de dúvidas, diversidade! Diversidade de crenças, ideias, estilos, músicas… Agora os jovens iam e vinham de uma tribo para outra, experimentando e conhecendo as possibilidades desse mundo pós-1960, com sua liberdade de escolha pra serem o que bem entendessem. (Ver: Geração X)

Janis Joplin, The Doors, Jimi Hendrix, David Bowie, The Stooges, Velvet Underground, Ramones, Sex Pistols… Só para citar algumas bandas! Era sexo, drogas e rock’n’roll, baby! (ah, e Bee Gees, Michael Jackson e Donna Summer com a disco music também, porque não?!)

Não foi atoa que nessa época apareceram/se firmaram algumas subculturas bem características, como: hippie, glitter/glam rock, disco music e punk. (Provavelmente esse foi o período em que a música e a moda estavam em perfeita sintonia, sendo difícil definir até onde a moda influenciava a música e vice-versa). A grosso modo: - Ainda era cabeludo pregava a paz e amor? Hippie! - Curtia mais uma androgenia, futurista-espacial cheia de glamour? Glitter, pra você! - Nada!? Estava querendo uma coisa mais pop-dançante-me-acabo-na-discoteca, com muito brilho e calça boca de sino? Disco music! - Ah, mas se você é contra o sistema, conta os hippies, contra a disco music, conta tudo e contra todos, e ainda por cima curte couro e alfinetes e DIY? Fácil, punk! Rótulos? IMAGINA!

A moda sessentista britânicaCena musical dos anos 70 (esq. para dir.): Janis Joplis como representante do estilo hippie | A androginia de David Bowie e seu glam rock | Donna Summer, rainha das discotecas com a disco music | Joe Ramone, dos Ramones, com seu punk rock de 3 acordes. IMAGENS: REPRODUÇÃO.

Com isso, óbvio que no campo da moda (além do design, claro) tudo era permitido! Quanto menos convencional melhor. Assim, a indústria teve que correr atrás: pesquisas e criação de novas formas, materiais, cores e texturas se tornaram necessárias para dar conta e agradar a demanda desse público que agora era o mais diverso possível. (ver Vivienne Westwood)

A moda sessentista britânicaA influência da música na moda, e da moda na música na década de 1970 (esq. para dir.): Hippies | Galm Rockers | Discos| Punks. IMAGENS: REPRODUÇÃO.

A década de 1970 também marcou, e muito, o mundo do cinema. Foi nesse período que estrearam grandes clássicos, como:“A Clockwork Orange/Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick; “Taxi Driver”, de Martin Scorsese; “The Godfather/O Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola; e “Annie Hall/Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, de Woody Allen. Esses diretores marcaram uma renovação nas produções norte-americanas, que teve início nessa época, deixando a charmosa Hollywood, dos grandes astros, para trás. (Se você não assistiu algum desses filmes, trate de assistir, hein!)

A moda sessentista britânicaA sétima arte dos nos 70 (esq. para dir.): o inconsequente Alex de “A Clockwork Orange/Laranja Mecânica” | Travis Bickle, do realista e sombrio “Taxi Driver” | “Don” Vito Corleone, o mafioso de “The Godfather/O Poderoso Chefão” | e o próprio Woody Allien como Alvy Singer, em “Annie Hall/Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”. IMAGENS: REPRODUÇÃO.

Ah, e não podemos esquecer os GRANDES clássicos da década: “Star Wars/Guerra nas Estrelas" de George Lucas; “Saturday Night Fever/Os Embalos de Sábado à Noite” de John Badham; e “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” de Randal Kleiser.  C-L-Á-S-S-I-C-O-S! Aliás, como esses filmes foram de grandes bilheterias, Hollywood (que não é boba nem nada – e nunca foi…) tratou de investir logo nesse novo segmento, o de filmes direcionados para adolescentes/jovens.

Engana-se quem pensa que os anos 70 foram mais calmos e tranquilos, quanto a década passada, por não terem tidos grandes movimentos de revoltas e afins. Mas como podemos ver, ela estava a 100 km/h, sim senhor! Houveram sim movimentos! Movimentos pela personalidade, pelas experiências, e o início do “EU” que caracteriza tão bem os dias de hoje… não?!

Quer saber mais? Leia esse artigo bem interessante, aqui ó: Visions of the Seventies - The rise and fall of a cultural challenge (em inglês).

REFERÊNCIAS
# Design – uma introdução; o design no contexto social, cultural e econômico - Beat Schneider
# História do Design Gráfico - Philip B. Meggs
# Design Gráfico Cambiante - Rudnei Kopp
# Anos 70: Começo do fim ou fim do começo? (em http://almanaque.folha.uol.com.br/clip)

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