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A forma segue a diversão: os primórdios do design pós-moderno (parte II)

[Continuando o post A forma segue a diversão: os primórdios do design pós-moderno]

Já faz algum tempo que estamos destacando mudanças e transformações que permitiram a caracterização do pós-modernismo aplicado ao design. No último post, foram abordados os trabalhos dos grupos Alchimia Studio e Memphis. Já hoje, iremos abordar as mudanças relacionadas mais na área do design gráfico, com a escola de design de San Francisco/movimento de San Francisco/designers de San Francisco (a denominação você escolhe!).

Com início nos primórdios dos anos 1980, essa tendência teve como principais influências estilísticas o Estilo Tipográfico Internacional/Estilo Internacional/Escola Suíça e o Psicodelismo: as comunidades de design e escolas de arte californianas foram intensamente influenciadas pelo Estilo Internacional, mas após o movimento dos cartazes psicodélicos, aquela influência deu uma bela balançada. Essa ruptura, tanto de ideais quanto visuais, deu margem para designers e artistas perceberem que existiam grandes potenciais no uso de forma e cores em suas criações. E foi isso que aconteceu, o desenvolvimento de novas respostas às novas tendências pós-modernas.

Na cidade de San Francisco, mais precisamente na área conhecida como “Bay Area”, foi o local onde coincidemente se concentrava os grandes nomes desse movimento, como os designers Michael Vanderbyl, Michael Manwaring e Michael Cronin. {Acho que o nome Michael foi moda para os nascidos nos anos 50/60…}

As criações dos designers de San FranciscoOs designers de San Francisco (da esq. para dir.): Vanderbyl e o cartaz para California Public Radio (1979), uso de cores+texura+formas geométricas que se tornaram característica desse movimento |  Manwaring utilizou a informalidade dos elementos de colagens em sua criação para a Santa Cruz (1984) | Cronin, em parceria com o designer Shannon Terry, criou uma cartaz para o Festival Beethoven (1983), utilizando a repetição de formas para fazer uma composição harmônica. IMAGENS: REPRODUÇÃO.

Os designers exploravam em seus trabalhos características semelhantes, como criações que transmitiam: otimismo, senso de humor, atitude desinibida em relação ao uso da forma e espaço, utilizavam uma paleta cromática viva (que puxava mais para os tons pastel), além de uma composição gráfica super intuitiva e solta. Enfim, seus trabalhos combinavam a vitalidade presente na sociedade pós-moderna e uma nitidez tipográfica vinda do Estilo Tipográfico Internacional.

Não significa que essas características compartilhadas (formas, cor, composição…) tornava as criações desse movimento tudo igual/tudo com a mesma cara, muito pelo contrário! Cada designers trazia para seu trabalho atitudes e qualidades pessoais. (Só lembrando que o pós-modernismo também se caracteriza por isso, trazer a personalidade do designer em suas criações - como já foi visto nesse post aqui).

Aquela peculiaridade demográfica entre os designers foi fundamental para o crescimento e avanço do design pós-moderno na costa oeste norte-americana, pois possibilitou um intenso dialogo entre eles, favorecendo demais os movimentos que surgiram ao longo dos anos nesse mesmo local. (Ah, além de dar a cidade de San Francisco fama de centro de design criativo).

Finalizando, a tendência de um estilo de design pós-moderno ornamental-maneirista-exuberante, como a do grupo Memphis e dos designers de San Francisco, se tornou tendência dominante durante a década de 1980. Isso foi possível graças a expansão econômica que estava ocorrendo, assim, isso foi refletido no design a partir de trabalhos com cores chamativas, ornamentados com traços, texturas e elementos geométricos decorativos. Tudo está interligado! Porque, né, o design é a consequência de uma sociedade… Ou não?!

REFERÊNCIAS
# História do Design Gráfico - Philip B. Meggs
# Design – uma introdução; o design no contexto social, cultural e econômico - Beat Schneider
# Abaixo as Regras: Design Gráfico e Pós-modernismo - Rick Poynor